EaD, de 1728 à 2019, veja a história e evolução.

O tempo todo ta o Otaviano Costa nas propagandas falando de Ensino a Distância (EaD), se não é ele sempre tem alguém falando sobre. O fato é que o EaD tem crescido bastante no Brasil e a tendência é só crescer mais.

Mas, você sabe exatamente o que é EaD? Pra que serve, qual o público alvo e, uma das informações mais importantes, o MEC reconhece isso? Quase todo dia se vê um novo curso, uma nova faculdade ofertando esse tipo de curso, mas você se sente confortável com EaD?

Com tudo se tornando digital, não é de se surpreender que esteja crescendo a quantidade de cursos ofertados digitalmente, mas, será que realmente vale a pena? Você conhece as vantagens do EaD?

EaD
Fonte: Imagem Internet

Está querendo começar a faculdade mas ta sem tempo? Ou não gosta muito de modelos clássicos de ensino? Entenda como funciona a EaD, pode ser uma ótima solução pra você.

Um pouco da história do EaD

Se você acredita que EaD é algo que começou apenas com o avanço da tecnologia e invenção da internet, preciso te falar que você ta errado. Surpreso? Pois é, por incrível que pareça, os registros mais remotos são de 1728!

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Quem diria, não é verdade? Os primeiro registros de EaD são de um curso por correspondência nos EUA, no ano de 1728. Bem diferente de hoje, enquanto os materiais eram enviados semanalmente, hoje é possível fazer o download do material em segundos.

Depois de um prof dos EUA ofertando Taquigrafia, foi a vez da Suécia, em 1833, onde uma universidade, da cidade de Lund pra ser exato, ofertou composição por correspondência. Em 1840 a Inglaterra, com o professor Isaac Pitman, também ofertou Taquigrafia a distância.

O sistema de EaD foi evoluindo, em 1856 já tinha professor ensinando outro idioma a distância na Alemanha, e assim, com o tempo, o modelo foi conquistando o mundo, sempre se adaptando à tecnologia existente.

O EaD passou de correspondências para uso de slides e materiais audiovisuais, em 1910. Em 1940 foi a vez do rádio ganhar destaque seguido pela TV, na década de 1950, que evoluiu com o surgimento de TVs via satélite e a cabo, na década de 1970 e, apenas na década de 1990 que os computadores começaram a ser utilizados.

No Brasil, o EaD surgiu em 1904, com um curso de datilografia por correspondência. Na década de 1920, o Brasil já possuía cursos transmitidos por rádio e materiais impressos para aprender outros idiomas.

Nas décadas de 1940 e 1950 começam os cursos profissionalizantes, passando do Instituto Monitor para o Instituto Universal Brasileiro e pela Universidade do Ar, patrocinada pelo Senac e Sesc. Atualmente, algumas instituições permanecem ligadas à formação profissional através de cursos a distância.

Nas décadas de 1960 e 1970 a evolução continuou, com várias iniciativas e projetos para ampliar o acesso à educação, nessa época, o nível fundamental completo já podia ser encontrado via EaD e, no final da década de 1970, em Brasília, o curso superior começou a ser adotado.

Em 1996, o EaD ganhou uma legislação abrangente, garantindo até mesmo a validade de diplomas. No mesmo ano surgiu a SEED (Secretaria de Educação a Distância), do Ministério da Educação (MEC).

Atualmente, o Brasil conta com mais de 1.800 cursos, tendo desde o fundamental à pós-graduação. Há três principais modelos, a saber :

  • Cursos predominantemente a distância, com encontros obrigatórios;
  • Cursos semi presenciais, isso é, com encontro semanais; e
  • Disciplinas a distância de cursos de graduação presenciais.

Sobre o funcionamento do EaD

No começo, o EaD era focado em cursos profissionalizantes, uma realidade que tem se alterado dia após dia, de forma que, atualmente, é possível fazer até mesmo uma pós e um mestrado na modalidade EaD.

O funcionamento do EaD é prático e bem simples. Basta que você tenha acesso à internet, de preferência em um computador, vai dizer que você gosta de digitar e ficar vendo vídeo aula em um smartphone?

Depois de feita a matrícula, basta que você acompanhe o site e a plataforma utilizada pela sua faculdade. Lá você vai encontrar o material necessário, em um ambiente inovador e dinâmico. Sem contar que terá o acesso a diversas ferramentas disponibilizadas pela faculdade.

Lembre-se de que é tudo no site e que não tem professor te lembrando da tarefa nem do trabalho, por isso, é importante estar sempre acompanhando as notícias e avisos postados na plataforma.

Sempre bom, também, acompanhar o calendário, para ver as datas de atividades, locais e horários de conversas, debates, etc. A comunicação com o professor, em geral é feita via email. Caso você esteja pensando na graduação, saiba que há uma chance grande que haja, pelo menos, um encontro presencial por semana.

Para quem é o EaD?

É difícil pra você encontrar um tempo pra separar para os estudos? Ou, quem sabe, você é do time que produz melhor durante a madrugada? O EaD é a alternativa perfeita, por possuir a possibilidade de turnos e horários flexíveis.

Com um custo menor para a instituição, o EaD tende a ser bem mais barato para o estudante, outro ponto que atrai quem está buscando o diploma, afinal, em geral o rigor do ensino e das tarefas mantém o mesmo padrão dos cursos presenciais.

Pela flexibilidade e liberdade que o aluno tem, é importante também que ele tenha disciplina e controle sobre seu tempo. Não é só por que não tem professor que você não precisa concluir as atividades no dia.

Algumas universidades, reconhecidas pelo MEC, que oferecem EaD são:

Lembre-se de que essas não são as únicas. E ai, bora começar os estudos?

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