Piridoxina: Funções, Alimentos, Carência e Suplementação.

Piridoxina: Funções, Alimentos, Carência e Suplementação.

A piridoxina, também conhecido como vitamina B6, é um nutriente essencial para manter o corpo e a mente saudáveis.

Sua carência pode comprometer o funcionamento do sistema nervoso e causar sintomas como depressão e piora da TPM.

E como se trata de uma vitamina hidrossolúvel, cujo excesso é eliminado na urina, é importante repor seus níveis diariamente através da alimentação.

Nesse artigo apresentaremos as melhores fontes desse nutriente, sua ação no organismo, sintomas de carência e quando a suplementação é indicada.

Piridoxina: para que serve

A piridoxina desempenha diversas funções no organismo. Como as demais vitaminas do complexo B, contribui para a regulação do metabolismo, saúde do fígado, proteção da pele e manutenção de bons níveis de energia.

Piridoxina: para que serve

É um nutriente necessário para o processo de desenvolvimento cerebral em bebês e crianças, assim como para o bom funcionamento do órgão em todas as idades.

Também é importante para a saúde do sistema nervoso e do sistema imunológico.

A vitamina B6 participa da produção de hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio nas hemácias através da corrente sanguínea. E regula os níveis do aminoácido homocisteína no sangue.

A homocisteína, quando em níveis elevados, pode causar alterações nos vasos sanguíneos, aumentando o risco de doenças cardiovasculares.

Atua ainda na produção dos hormônios serotonina e noradrenalina, conhecidos por seus efeitos benéficos sobre o humor e a capacidade de concentração.

Todos esses benefícios podem ser obtidos apenas com o consumo regular de vitamina B6 através da alimentação.

Entretanto, a suplementação pode ser necessária em alguns casos, conforme detalharemos num próximo tópico.

O cloridrato de piridoxina integra a lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial de Saúde.

Deficiência de vitamina B6

A deficiência isolada de piridoxina é relativamente rara, já que se trata de uma nutriente disponível numa ampla variedade de alimentos acessíveis.

Em geral, a carência de B6 coexiste com a falta de outras vitaminas do complexo B.

Fatores de risco

Doenças intestinais, renais e alcoolismo aumentam o risco sofrer com a deficiência de piridoxina, uma vez que tais fatores prejudicam a absorção da vitamina.

Sintomas de carência de piridoxina:

  • Irritabilidade exacerbada.
  • Transtornos de ansiedade.
  • Depressão.
  • Dificuldade de concentração.
  • Piora dos sintomas da Tensão Pré Menstrual (TPM).
  • Anemia.
  • Enxaquecas.
  • Dores crônicas.
  • Convulsões.

Diagnóstico

O diagnóstico de carência de vitamina B6 é feito com base em exames laboratoriais, relato dos sintomas e avaliação física do paciente.

Ingestão diária recomendada

Os valores de referência para a ingestão diária de vitamina B6 são:

  • Bebês de 0 a 6 meses: 0.1 mg.
  • De 07 a 12 meses: 0.3 mg.
  • De 01 a 03 anos: 0.5 mg.
  • De 04 a 08 anos: 0.6 mg.
  • De 09 a 13 anos: 1 mg.
  • De 14 a 18 anos: 1. 3 mg para homens e 1.2 mg para mulheres.
  • De 19 a 50 anos: 1.3 mg.
  • Acima de 51 anos: 1.7 mg para homens e 1.5 mg para mulheres.
  • Durante a gravidez: 1.9 mg.
  • No período de amamentação: 2.0 mg.

Fonte: National Institutes of Health (EUA)

Principais fontes de vitamina B6

Felizmente, a piridoxina está presente em diversos alimentos de origem animal e vegetal.

piridoxina fontes

As principais fontes de vitamina B6 incluem:

  • Leite.
  • Queijo ricota.
  • Salmão.
  • Atum.
  • Ovos.
  • Fígado de galinha.
  • Carne bovina.
  • Cenoura.
  • Espinafre.
  • Batata doce.
  • Banana.
  • Ervilha (fresca).
  • Leguminosas (como feijão, lentilha e grão de bico).
  • Abacate.
  • Tofu.

Alguns alimentos industrializados recebem adição de vitamina B6, como cereais matinais e achocolatados. Essa informação pode ser verificada no rótulo de tais produtos.

Suplementação de piridoxina

A suplementação de piridoxina só deve ser feita sob orientação médica.

Os suplementos são usados para combater os sintomas causados pela falta da vitamina no organismo, ao restabelecer seus níveis normais.

Também podem ser prescritos para prevenir a deficiência quando existem fatores de risco.

Excesso de vitamina B6

Não há relatos de efeitos colaterais causados pelo consumo de grandes quantidades de vitamina B6 através dos alimentos.

Já o uso excessivo de suplementos pode causar sintomas neurológicos, como perda de controle dos movimentos corporais e falta de sensibilidade nos pés e mãos, além de problemas estomacais, lesões na pele e foto sensibilidade.

Em mulheres que estão amamentando, doses muito altas de piridoxina (acima de 600 mg ao dia) podem diminuir a produção de leite.

O cloridrato de piridoxina pode interagir com diversos medicamentos, inclusive, reduz os efeitos da levodopa, usada no tratamento da doença de Parkinson.

Piridoxina engorda?

Não, como nutriente isolado, a vitamina B6 não possui calorias e, portanto, não pode causar aumento de peso.

Podemos dizer até que ela contribui indiretamente para o processo de emagrecimento, já que quando seus níveis estão normais, gorduras, carboidratos e proteínas são adequadamente metabolizados.

Por outro lado, a falta de vitaminas do complexo B, incluindo a B6, pode causar falta de apetite. Com a suplementação, a pessoa passa a sentir fome normalmente, mas só acaba engordando se fizer escolhas alimentares ruins e não praticar atividades físicas.

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Como vimos, a piridoxina é um nutriente fundamental para a manutenção da saúde e suas doses diárias recomendadas podem ser obtidas facilmente através da alimentação. Caso note possíveis sinais de deficiência, procure o médico e jamais tome suplementos por conta própria.

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